Miguel.
Agora pela manhã estava vindo trabalhar e vi uma cena que me remeteu a minha infância. Um homem estava "estacionando" sua bicicleta para chegar em uma padaria, e o que me chamou atenção foi o modo como ele a deixou, "presa" pelo pedal, em pé, na calçada. Assim como Miguel fazia.
Foi vendo ele fazer isso que lembrei da bicicleta do meu pai, uma Caloi azul, como a que vi hoje. Recordei de nós três, pai, mãe e eu, andando de bicicleta (detalhe: todos na mesma bicicleta). Este era nosso meio de transporte. Muitas coisas me vieram junto a isso, as sextas-feiras em que íamos comer xis e tomar sorvete. Eu, com mais ou menos 5 anos, esperava a semana inteira para chegar a sexta-feira, embora eu nem soubesse direito o que era uma semana e os dias que fazem parte dela. Eu dormia e sempre acordava achando que era sexta-feira.
Tantas coisas simples que não hoje não tenho mais. Hoje não espero mais a sexta-feira para tomar sorvete, o faço em qualquer dia, basta querer. Independência, espontâneidade, amadurecimento e praticidade que fazem perder a magia. Da última vez que fui a São Borja Miguel me levou para tomar sorvete. Ele sempre faz isso. É muito bom morar sozinha, mas estou sentindo falta da comida da Cascuda, do mate à tardinha com Miguel e o Feijão (cachorro) do lado. Até do meu lugar a mesa, na ponta, estou com saudade. O refogado de mandioca que o Miguel faz é espetacular.
Putz. que saudade do Miguel... (do meu coração)
Foi vendo ele fazer isso que lembrei da bicicleta do meu pai, uma Caloi azul, como a que vi hoje. Recordei de nós três, pai, mãe e eu, andando de bicicleta (detalhe: todos na mesma bicicleta). Este era nosso meio de transporte. Muitas coisas me vieram junto a isso, as sextas-feiras em que íamos comer xis e tomar sorvete. Eu, com mais ou menos 5 anos, esperava a semana inteira para chegar a sexta-feira, embora eu nem soubesse direito o que era uma semana e os dias que fazem parte dela. Eu dormia e sempre acordava achando que era sexta-feira.
Tantas coisas simples que não hoje não tenho mais. Hoje não espero mais a sexta-feira para tomar sorvete, o faço em qualquer dia, basta querer. Independência, espontâneidade, amadurecimento e praticidade que fazem perder a magia. Da última vez que fui a São Borja Miguel me levou para tomar sorvete. Ele sempre faz isso. É muito bom morar sozinha, mas estou sentindo falta da comida da Cascuda, do mate à tardinha com Miguel e o Feijão (cachorro) do lado. Até do meu lugar a mesa, na ponta, estou com saudade. O refogado de mandioca que o Miguel faz é espetacular.
Putz. que saudade do Miguel... (do meu coração)
1 Comentários:
Tu conseguiu arrancar-me lágrimas de saudade Dani! Lindo texto. Ele me remeteu tb à minha infância em santana do livramento. De andar na garupa do meu pai, de vê-lo na porta do colégio no fim da tarde qdo ía me buscar....
coisas tão simples da vida...a rua q minha vó até hoje mora.. a linha do trem.. os meus primos que me ensinaram a andar de bicicleta!!! Ai, guria, não páro de chorar..
Adorei! obrigada por me proporcionar este momento...
obrigada mesmo.
Bj
Por Anônimo, Às segunda-feira, 26 novembro, 2007
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